Entre dez e vinte soles. É quanto custa um menu completo nos refeitórios familiares que você encontrará ao longo da rota, com sopa, prato principal e bebida. Esse é um dos motivos pelos quais fazer o Salkantay por conta própria é acessível: você não precisa carregar comida para cinco dias nem um fogareiro portátil, porque em quase todos os pontos de pernoite há alguém cozinhando. O que você precisa é saber onde parar, o que encontra em cada trecho e como se organizar para não ficar sem jantar às sete da noite na montanha.
Como funcionam os refeitórios da rota
Não são restaurantes no sentido habitual. São cozinhas familiares que atendem grupos e caminhantes que passam, com um menu curto que muda conforme o que houver naquele dia.
Há três regras que vale a pena ter claras desde o primeiro dia. A primeira: avise ao chegar. Nos acampamentos da parte alta, o jantar é preparado de acordo com a quantidade de pessoas que o pedem, então, se você chegar e não avisar, talvez não haja prato para você.
A segunda: os horários são os da rota, não os da cidade. O café da manhã é cedo, o almoço é por volta do meio-dia e o jantar é entre seis e oito. Fora desses horários, a cozinha está fechada.
A terceira: tudo é pago em dinheiro e em soles. Nos acampamentos não há cartão nem caixas eletrônicos, e notas grandes são um problema.
Ponto a ponto: onde comer em cada trecho
Mollepata, antes da subida
É o último povoado com várias opções antes da montanha. Quase todos os grupos tomam café da manhã aqui, e também é um bom lugar para um almoço cedo se você chegar no meio da manhã.
O mais típico é o caldo de galinha, encorpado e revigorante, ou um café da manhã completo com pão, ovos e bebida quente. Também é o ponto ideal para comprar snacks para os dois primeiros dias.

Soraypampa, a primeira noite
Os acampamentos da região têm refeitório e servem jantar e café da manhã para quem pedir com antecedência. A oferta é limitada, porque tudo chegou em mula.
A sopa de quinoa é o prato que você mais verá aqui, e por bons motivos: é nutritiva, cai bem no frio e é leve quando a altitude tirou seu apetite. Peça também no café da manhã se o estômago não estiver respondendo bem.
O dia do passo
É o dia com menos opções. Na alta temporada há barracas em alguns pontos de descanso com bebidas, biscoitos e, às vezes, algo quente, mas você não pode contar com elas.
Saia de Soraypampa com comida para o dia inteiro. Na descida, depois do passo, começam a aparecer os primeiros lugares com almoço preparado.
Chaullay e Collpapampa
Aqui a situação melhora. Os acampamentos e hospedagens têm refeitório, e a altitude já permite mais variedade. O caldo de galinha é muito popular entre moradores locais e caminhantes no fim do dia, e há menus completos a preço de povoado.
La Playa e Lucmabamba
Você está em uma área agrícola, e isso se percebe no prato. A batata andina dá lugar à mandioca e à banana-da-terra frita, enquanto surgem frutas frescas e sucos naturais da chácara.
Também é o trecho do café: várias famílias de Lucmabamba vendem o próprio café torrado em casa. Contamos mais sobre isso na rota do café do Salkantay.
Santa Teresa
É o maior povoado da rota e o que tem mais opções: restaurantes com menu, frango assado e barracas de mercado.
Aqui está o prato estrela do percurso. Nos rios do vale há criações de peixe, por isso a truta frita é servida fresca, crocante e acompanhada de arroz, mandioca frita ou batatas e salada. Depois de três dias de comida de acampamento, é o melhor jantar do trek.

Hidroeléctrica e Aguas Calientes
Ao lado da estação de Hidroeléctrica há restaurantes que servem menus rápidos aos grupos antes da caminhada final. Já Aguas Calientes tem de tudo, com preços bem mais altos do que no restante da rota.
Preços de referência
| Comida | Onde | Preço aproximado |
|---|---|---|
| Menu completo | Refeitórios e povoados da rota | 10 a 20 soles |
| Café da manhã | Mollepata e acampamentos | 8 a 15 soles |
| Caldo de galinha | Mollepata, Chaullay, Collpapampa | 10 a 15 soles |
| Sopa de quinoa | Acampamentos da parte alta | 8 a 15 soles |
| Truta frita | Santa Teresa e vale | 20 a 30 soles |
| Menu em Aguas Calientes | Aguas Calientes | 25 soles em diante |
São preços aproximados e aumentam com a altitude, porque tudo chega em mula. Confirme o valor antes de pedir, especialmente nos acampamentos da parte alta.
Quanto calcular por dia
Comendo três vezes por dia nos refeitórios da rota, calcule entre 40 e 60 soles diários. Some snacks e bebidas, que na parte alta custam bem mais do que em Cusco.
Para os cinco dias, saia de Cusco com todo o dinheiro em espécie e em notas pequenas. Os demais gastos da rota estão nos custos adicionais que você deve considerar ao reservar um Salkantay Trek.
O que levar mesmo comendo na rota
- Snacks para os intervalos entre as refeições, principalmente para o dia do passo.
- Um café da manhã de emergência, caso você saia antes de a cozinha abrir.
- Seu método para tratar água, porque os refeitórios nem sempre oferecem água fervida de graça.
- Produtos para sua dieta se você for vegano ou celíaco: na rota, as opções são muito limitadas.
O que são e como são preparados os pratos que você encontrará está no guia de comida típica da rota Salkantay.
Perguntas frequentes
Há refeitórios abertos na baixa temporada?
Menos. Entre novembro e março, passam poucas pessoas e alguns estabelecimentos não abrem todos os dias. Nesses meses, é melhor levar mais comida própria e perguntar sobre o jantar em cada acampamento assim que chegar.
Posso pedir o jantar ao chegar ou preciso reservá-lo?
Avise assim que chegar ao acampamento. Eles cozinham de acordo com a quantidade de pessoas que pedem e, se você chegar tarde, pode ser que já não sobre nada. O mesmo vale para o café da manhã do dia seguinte.
É seguro comer nos refeitórios da rota?
Sim, com os cuidados de sempre: pratos quentes servidos na hora, água fervida ou tratada e frutas que você possa descascar. Evite saladas cruas e escolha lugares com movimento de pessoas.
É mais barato cozinhar por conta própria?
Em dinheiro, sim, mas você carrega fogareiro, combustível e comida durante cinco dias. Com menus entre dez e vinte soles, a maioria de quem viaja por conta própria acaba combinando: prepara os cafés da manhã e compra os jantares.
Onde se come melhor em toda a rota?
Em Santa Teresa, pela truta fresca das criações de peixe do vale e pela variedade de restaurantes. Na parte alta, a sopa de quinoa dos acampamentos é o que funciona melhor.